Quando alguém da família tem epilepsia, talvez uma das maiores preocupações seja:
“O que eu faço se acontecer uma crise comigo por perto?”
Não é necessário viver em alerta o tempo inteiro.
Mas algumas informações podem deixar todos mais seguros.
Conhecer como as crises costumam acontecer ajuda
Nem toda crise epiléptica parece uma convulsão.
Algumas são mais discretas, enquanto outras podem envolver queda, perda de consciência ou movimentos intensos.
Por isso, quando possível, vale conhecer como as crises daquela pessoa costumam acontecer.
Saber o que é habitual pode ajudar a família a reconhecer melhor a situação e agir com mais segurança.
Também é importante conhecer orientações específicas
Algumas pessoas podem ter recomendações próprias passadas pela equipe que acompanha o tratamento.
Por isso, a família deve saber, quando houver orientação específica:
- como agir durante a crise;
- o que observar;
- quando procurar atendimento;
- se existe alguma orientação individual importante.
Ter essas informações combinadas antes é muito mais tranquilo do que tentar descobrir tudo durante uma crise.
No caso de uma convulsão, alguns cuidados básicos são importantes
Quando ocorre uma crise com movimentos convulsivos, algumas atitudes ajudam a reduzir o risco de machucados.
De forma geral, é importante:
- proteger a pessoa de objetos que possam causar ferimentos;
- não tentar segurar seus movimentos;
- não colocar objetos ou dedos na boca;
- observar quanto tempo a crise dura;
- permanecer por perto enquanto a pessoa se recupera.
Esses cuidados simples já evitam muitos erros comuns.
O que não fazer também importa
Durante uma crise, o medo pode levar alguém a tentar ajudar de uma forma que acaba atrapalhando.
Segurar a pessoa com força, tentar abrir sua boca ou colocar objetos entre os dentes são atitudes que não devem ser feitas.
Também não é necessário tentar fazer a pessoa “voltar” durante a crise.
O mais importante é protegê-la, observar o que está acontecendo e seguir as orientações adequadas para aquela situação.
E quando é preciso procurar ajuda?
Nem toda crise exige atendimento de emergência.
Mas existem situações em que procurar ajuda pode ser necessário.
Por isso, a família deve conhecer previamente quais orientações foram dadas para aquela pessoa e quais situações exigem atendimento imediato.
Esse ponto merece um conteúdo específico de primeiros socorros, porque depende de orientações claras e atualizadas.
A família não precisa decorar um manual inteiro
No começo, basta entender alguns pontos essenciais:
- como as crises daquela pessoa costumam acontecer;
- como protegê-la;
- o que não fazer;
- quais orientações específicas já foram dadas;
- quando procurar ajuda.
Saber isso já pode reduzir bastante o medo.
Em poucas palavras
A família não precisa viver esperando pela próxima crise.
Mas estar preparada pode fazer diferença.
Conhecer como as crises costumam acontecer, saber os cuidados básicos e entender o que não deve ser feito ajuda a agir com mais segurança.
Quando existirem orientações individuais, elas devem ser conhecidas por quem convive mais de perto com a pessoa.
Fontes
- Ministério da Saúde — orientações sobre epilepsia. Recomenda proteger a pessoa durante uma crise, não restringir os movimentos, não colocar objetos na boca e permanecer por perto durante a recuperação.
Aviso editorial
Este conteúdo tem caráter informativo e busca ajudar na compreensão do tema abordado. Nenhuma informação do Além da Crise substitui avaliação, orientação, diagnóstico, tratamento ou acompanhamento de profissional de saúde qualificado.
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